CMN promove o treinamento avançado e certificação das tropas da mais poderosa Força de Prontidão da Amazônia para COP 30

Marabá (PA) – A 23ª Brigada de Infantaria de Selva, do Comando Militar do Norte (CMN), sediada em Marabá, Sudeste do Pará, realizou durante o período de 22 a 29 de agosto a Simulação Viva, terceira e última etapa de certificação da tropa como uma das 10 em todo Brasil certificadas pelo Exército. Para o treinamento avançado, foram simuladas situações de combate real e utilizadas tecnologias de ponta.

Foram dias intensos de movimentação militar nas cidades de Marabá, Novo Repartimento, Tucuruí e na Vila Moru, em Breu Branco. Mais de 1.400 militares, 125 viaturas, incluindo o blindado anİbio Guarani, 3 aeronaves do Destacamento de Aviação do Exército do CMN, radar antiaéreo, drones, além de armamentos e equipamentos tecnológicos foram empregados na atividade.

“Um dos grandes objetivos desse exercício é a certificação da Força de Prontidão da 23ª Brigada de Infantaria de Selva. Dentro da Brigada, temos um efetivo de 1.100 homens que compõem essa Força de Prontidão. Ao término da certificação, ela vai atestar que a tropa e seus meios vão estar no mais alto nível de operacionalidade, no estado de prontidão, para serem empregados em qualquer contexto, seja de defesa externa ou no contexto de Garantia da Lei da Ordem, situação em que estaremos empregados na COP 30, com todas as capacidades operacionais e logísticas”, afirmou o General Enio, Comandante da 23ª Bda Enf Sl.


De acordo com o Comandante Militar do Norte, General Vendramin, essa preparação tem vinculação direta com a COP 30.

“A Brigada mais poderosa da Amazônia em termos de meios e recursos humanos é certificada a cada 2 anos e está encerrando seu treinamento. Já houve simulação virtual, construtiva e temos essa última etapa que é no terreno, onde as capacidades serão avaliadas. Toda essa preparação tem vinculação direta com a COP. Apesar de ser treinamento para defesa externa, muitos dos movimentos vão ser aplicados na área urbana de Belém. Treinamos aqui o ir e vir com segurança em embarcações e helicópteros, de dia e de noite, treinamos controles de pontos urbanos importantes, o reforço por parte de tropas, deslocamos militares e materiais, empregamos meios tecnológicos e radares empregados lá também, nesse treinamento que precede a COP 30 e nos deixa confiantes de que a tropa terá um excelente desempenho durante esse evento”, destacou o General Vendramin.

Exercício de Operações Ofensivas e realismo nas atividades

Durante o exercício, a 23ª Bda Inf Sl recebeu a missão de reconquistar o terreno ocupado por um inimigo simulado. Nas ações, foram realizados ataques coordenados que visavam
neutralizar ou repelir a Força Oponente (ForOp) para permitir a ocupação de acidentes capitais. Dentre esses pontos, foram ocupadas estruturas portuárias, a Hidrelétrica de Tucuruí e localidades que controlavam o Rio Tocantins. A conquista desses objetivos ocorreu ao longo da semana e caracterizou o êxito no treinamento.

Para aumentar o realismo do exercício, os militares utilizaram os Dispositivos de Simulação de Engajamento Tático (DSET), equipamentos com sensores e emissores a laser acoplados a capacetes, armamentos, coletes e suspensórios. O material, pertencente ao Centro de Adestramento Leste (CA-Leste), foi empregado em apoio à certificação da 23ª Brigada de Infantaria de Selva. 

Mesmo com o uso de munições de exercício, os DSET permitiram simular com precisão os efeitos de disparos em combate, projetando se um militar seria atingido, ferido ou eliminado. Essa tecnologia obrigou as frações e cada combatente a redobrarem a atenção nos avanços, aplicando de forma correta técnicas, táticas e procedimentos de combate, em condições próximas às de um conflito real. 

“Na simulação viva, o CA-Leste tem a capacidade, com equipamento DSET e seus meios de simulação, de fornecer dados ao fim do exercício com efeƟvidade e verificar se os objeƟvos foram aƟngidos, tanto por meio dos simuladores, como militares Observadores e Controladores de Adestramento (OCA), que auxiliam na avaliação e levantam dados das operações” detalha o Major Alberto, chefe da Divisão de Adestramento do CA-Leste. 

Toda atividade é supervisionada pelo Centro de Coordenação Operações do CMN (CCOp/CMN). A população das áreas onde ocorrem as simulações são previamente avisadas dos treinamentos. Muitos ficam felizes em poder assisƟr às manobras militares. 

A dona de casa Andreza Pantoja, 33 anos, atou uma rede em frente a sua casa para assistir à simulação de combate na Vila Moru com a família. “É um momento muito especial pra gente aqui na nossa vila vendo o treinamento do Exército. Eu nunca tinha visto. Estou feliz. Não são todos que têm esse privilégio”, afirmou a moradora. 

O exercício simulado é realizado anualmente pela 23ª Brigada de Infantaria de Selva, organização que atua como Força de Prontidão do Comando Militar do Norte e integra a Força de Emprego Estratégico do Exército Brasileiro. A cada dois anos, a Brigada tem seu treinamento avaliado e certificado sob a supervisão do Comando de Operações Terrestres.

O processo ocorre em três fases. A Simulação Construtiva avalia os Estados-Maiores da Brigada, em um ambiente de planejamento e análise de operações. Na sequência, a Simulação Virtual foca no adestramento dos níveis Companhia, Pelotão e Grupo de Combate. Por fim, a Simulação Viva leva todas as organizações militares da Brigada ao terreno, coroando o ciclo de preparo e assegurando a manutenção da capacidade operacional e logística da tropa, contribuindo com a defesa e proteção da Amazônia Oriental. 

COMANDO OPERACIONAL CONJUNTO MARAJOARA 2025