Forças de elite simulam resposta a ataque terrorista em Belém

Belém (PA) – O Comando Operacional Conjunto Marajoara culminou sua preparação para o início da Conferência do Clima da ONU (COP 30) em Belém com um Exercício Final de DQBRN (Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear) com ênfase em operações de contraterrorismo. Mais de 200 combatentes especiais, comando e controle, e pessoal de apoio de diferentes agências reuniram-se no estacionamento do Shopping Grão Pará em uma simulação complexa de crise urbana. O exercício encerra o ciclo de treinamentos preparatórios voltados à atuação integrada durante a COP 30.

Cenário de crise extrema testou diversos protocolos

 A atividade teve como objetivo avaliar o nível de prontidão das tropas e a eficiência dos protocolos de resposta a ameaças envolvendo agentes contaminantes em um contexto de possível ação terrorista. Esse cenário simulado colocou à prova a capacidade das forças em lidar com incidentes em todos os pisos do shopping, em uma complexa retomada de alvo.

 O General Sérgio Oliveira, Comandante da Força Conjunta de Operações Especiais, detalhou a complexidade do evento: “O exercício era para isso, era meia hora apenas de recebimento de ordem, e meia hora para esboçar um plano de emergência. E as equipes se deslocaram para cá para poder aplicar o protocolo de retomada de um alvo, uma instalação de um porte de um shopping com três pisos, com uma grande quantidade de tomadores de refém, com reféns, com problemas múltiplos. Artefato explosivo, atirador com arma automática, até um artefato de uma bomba suja com um componente químico. A extração dessas pessoas, a inserção de equipes com aeronave de asa rotativa, o apoio de caçadores…”, descreveu o General Sérgio Oliveira.

 Além dos incidentes múltiplos descritos, a simulação envolveu a presença de uma mulher bomba, forçando as equipes a aplicarem protocolos avançados de DQBRN e contraterrorismo para gerenciar a ameaça química e a neutralização dos artefatos em diferentes andares do edifício.

Integração das Forças de Elite

A operação reuniu mais de 200 combatentes, Comando e Controle e pessoal de apoio, de seis equipes diferentes, incluindo militares das Forças Armadas e integrantes de agências civis de segurança e defesa.

O General Sérgio Oliveira ressaltou que a principal mensagem do exercício é a integração: “A integração de saber a capacidade das diversas equipes, o que elas têm condição de fazer, as limitações de cada uma. E a gente perceber que, ao final, todas as equipes, pelo adestramento, pela capacitação que têm, estão muito bem preparadas para enfrentar os desafios da COP 30”.

O Delegado da Polícia Civil do Pará, Igor Freitas Flavio, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), afirmou que o exercício é fundamental para colocar todas as unidades na mesma página: “Todos nós estamos aprendendo uns com os outros aqui e estamos também elevando o nível técnico de todas as unidades para deixar todos num padrão similar,” considera o Delegado Igor.

O esforço conjunto, coordenado de uma viatura de Comando e Controle, reafirma o compromisso das instituições envolvidas com a proteção da população e a segurança dos grandes eventos internacionais.

Texto: Capitão Aguiar

Fotos: Agência Marajoara

COMANDO OPERACIONAL CONJUNTO MARAJOARA 2025