Escolta de Autoridades: segurança das comitivas da COP 30 no trânsito desafiador de Belém

Belém (PA) – A escolta de autoridades foi parte fundamental do esforço conjunto do Exército Brasileiro em integração com órgãos públicos de segurança durante a COP 30. Mais de 600 militares especializados do Exército Brasileiro, agentes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar do Pará e da Guarda Civil de Belém atuaram de forma integrada no trânsito desafiador da cidade de Belém.

A atividade, planejada durante 11 meses, reforçou o modelo interagências de segurança, a partir de um trabalho coordenado pela Polícia Rodoviária Federal e executado por todos os órgãos componentes.

Toda a operação foi acompanhada em tempo real a partir do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde a localização dos veículos por GPS e as imagens das câmeras de segurança da cidade foram monitoradas. O uso de tecnologia garantiu uma maior consciência situacional e uma melhor coordenação das escoltas, essenciais para o sucesso do esquema de segurança da Conferência do Clima.

O trabalho dos batedores foi concentrado em recepcionar as comitivas de autoridades no Aeroporto Internacional de Belém ou na Base Aérea de Belém (BABE) e conduzi-las até o destino final, geralmente a Vila da COP ou hotéis pela cidade.

Chefe de Operações da PRF, o agente Matheus Muller explica que o ponto de partida da preparação para as escoltas foi a elaboração de um caderno de rotas, que detalhou cada trecho a ser seguido pelas equipes de batedores durante os deslocamentos.

“Todas as rotas, além de serem construídas em conjunto, foram validadas. Nós detalhamos as rotas principal, alternativa e emergencial para cada deslocamento, garantindo segurança para a autoridade, fluidez no trânsito e o menor impacto possível para a população”.

Durante a cúpula dos líderes, realizada nos dias 6 e 7 de novembro, a escolta de autoridades registrou seu ápice de emprego. Foram mais de 300 escoltas realizadas em dois dias.

Comandante do Pelotão de Escolta do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), o 1º Tenente Arjona conta que o trânsito de Belém foi um desafio para as atividades dos batedores.

“Nosso objetivo é garantir a segurança e a fluidez no trânsito. Em uma cidade como Belém, que tem um trânsito muito carregado, nos exige ter as rotas alternativas e emergencial em mente e estarmos prontos para alterar o percurso, caso haja definição da central de comando”.

Entre as equipes, destacaram-se os militares do Exército Brasileiro vindos de várias partes do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Campo Grande e Brasília. As motos imponentes e a expertise do Batalhão da Guarda Presidencial também fizeram a diferença para o cumprimento da missão.

Texto: Ten Mary

Fotos: Agência Marajoara

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