Força de elite do Comando Marajoara é ativada contra ameaças em potencial na COP30

Belém (PA) – O Comando Operacional Conjunto Marajoara ativou a sua Força Conjunta de Operações Especiais (F Cj Op Esp) para reforçar a segurança da COP30. A tropa de elite mantém equipes em prontidão máxima, preparadas para atuar em diferentes cenários, desde ações de contraterrorismo até a neutralização de ameaças invisíveis, que exigem a atuação especializada da Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN).

O General Sérgio Oliveira, Comandante da Força Conjunta, destacou que a missão é fundamental para garantir um ambiente seguro, permitindo que o foco do evento permaneça nas discussões climáticas. Segundo o oficial, o objetivo é entregar capacidade de segurança para impedir que qualquer “ator oportunista venha tentar roubar o brilho do evento por meio, por exemplo, de uma ação terrorista”.

Prontidão para resposta imediata
A estrutura da força conta com equipes táticas do Comando de Operações Especiais e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), mantidas em alerta para acionamento imediato. O General Sérgio Oliveira detalhou que a tropa atua com uma postura reativa a incidentes críticos, possuindo capacidade técnica e operacional para retomar instalações, resgatar reféns e neutralizar ameaças de alto nível.

A primeira linha de defesa foca na vigilância ativa. Equipes de caçadores (snipers) foram posicionadas em pontos estratégicos para fornecer cobertura de precisão e realizar monitoramento aéreo contínuo a bordo de helicópteros. Toda essa ação tática é precedida por um intenso trabalho de inteligência e reconhecimento para aquisição e acompanhamento de alvos. Além disso, cães farejadores complementam a capacidade de ataque e permitem a identificação positiva de artefatos explosivos.

DQBRN: combate à ameaça invisível
A complexidade da segurança na COP30 envolve também o combate a ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares. O Tenente-Coronel Bifano, Comandante do Batalhão DQBRN, informou que a Companhia especializada, orgânica do Comando de Operações Especiais, atua integrada aos times táticos do 1º Batalhão de Forças Especiais. Essa integração permite capacidade imediata de detecção e descontaminação caso haja algum incidente dentro das estruturas do evento.

Para garantir a resposta oportuna, sensores capazes de detectar ameaças a até cinco quilômetros de distância foram espalhados pela região para fornecer o alarme inicial. O tenente-coronel ressaltou a importância do laboratório móvel nesse processo, pois a identificação precisa do agente orienta “o tratamento médico correto para ser realizado, a fim de salvar vidas”.

A estrutura conta ainda com um Posto de Descontaminação de Pessoal, desenhado para o primeiro atendimento de vítimas, preparando-os para a evacuação segura para a rede de saúde local.

Sinergia e treinamento integrado
A capacidade operacional demonstrada em Belém é resultado de mais de seis meses de preparação contínua. O ciclo envolveu treinamentos integrados em Goiânia e exercícios simulados na capital paraense, como a retomada de um shopping center com cenário de tomada de reféns.

O General Sérgio Oliveira atribuiu a eficácia da missão à forte integração entre as instituições envolvidas. “A Força Conjunta por si só não alcançaria os objetivos se não houvesse uma grande parceria, essa grande sinergia que nós temos com os outros órgãos de segurança pública, com as Forças Irmãs e com o povo de Belém que nos apoiou aqui de forma extraordinária”, concluiu.

Texto: Ten Girardi

Fotos: Ten Negreiro

COMANDO OPERACIONAL CONJUNTO MARAJOARA 2025