O Comando Operacional Conjunto Marajoara reuniu Marinha, Exército e Força Aérea em uma das maiores operações interagências do país, em 2025, realizada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Ativado em 23 de maio, por meio da Portaria GM-2263, o Comando integrou capacidades militares, estruturas de defesa, inteligência, comunicação estratégica e logística conjunta, consolidando um esforço de grande escala para garantir segurança, estabilidade e apoio às atividades do evento em Belém.
A Análise Pós-Ação, realizada na tarde deste sábado, 22/11, reuniu os principais responsáveis pelos eixos operacionais para avaliar resultados, registrar lições aprendidas, pontos positivos, oportunidades de melhoria e consolidar os dados finais da atuação conjunta.
A Conferência reuniu participantes de 195 países, recebeu 42 mil pessoas e contou com média de 20 mil visitantes diários na Blue Zone. Entre os presentes, estavam cerca de 3 mil indígenas, além de 77 dignatários, sendo 18 chefes de Estado. Os transatlânticos utilizados para hospedagem suplementar também registraram ocupação significativa, com 2.500 das 6.000 vagas preenchidas. Diante desse cenário amplo e complexo, o Comando Operacional Conjunto Marajoara conduziu um planejamento robusto, baseado na interoperabilidade entre as Forças Armadas e na integração com órgãos civis.
As ações abrangeram patrulhamento terrestre e fluvial, reforço a infraestruturas estratégicas críticas e essenciais, controle de área, segurança de instalações, controle do espaço aéreo, monitoramento permanente e resposta rápida a ocorrências. A operação ainda envolveu o emprego de diversos tipos de tropa e meios especializados, incluindo o NAM Atlântico — o maior navio bélico da América Latina —, ampliando o alcance das ações preventivas e a capacidade de projeção de poder em ambiente interagências. A interoperabilidade entre Marinha, Exército e Força Aérea garantiu agilidade no processo decisório, fluxo contínuo de informações e coordenação precisa entre postos de comando.
Durante a reunião, o Comandante Operacional Conjunto do Comando Conjunto Marajoara, General de Exército José Ricardo Vendramin Nunes, destacou o comprometimento do efetivo que atuou na operação. “Nosso principal ativo junto à sociedade e às diversas instâncias do país, organizadas ou não, é que nós somos sérios. Essa seriedade é muito importante e se traduz em confiança”, afirmou.
A logística conjunta, planejada com foco na racionalização de meios, assegurou transporte, suprimentos, saúde, comunicações e apoio às tropas, mantendo o alto grau de prontidão ao longo de todo o período. A comunicação estratégica integrada reforçou a interlocução institucional e contribuiu para o alinhamento de informações com as diversas agências envolvidas. Somado a isso, a presença de tropas de múltiplas naturezas ampliou a capacidade de resposta às demandas específicas de cada área de atuação.
Ao todo, o Comando Operacional Conjunto Marajoara reuniu o maior efetivo em um apronto operacional no Brasil em 2025 e, durante a COP 30, mobilizou efetivo que chegou a 7.683 militares. As lições aprendidas registradas na Análise Pós-Ação reforçam a importância do planejamento conjunto, da interoperabilidade e da atuação coordenada para o êxito de grandes operações, permitindo ao Comando Conjunto concluir sua missão com a convicção de que sua atuação contribuiu de forma decisiva para a realização desse evento global de grande relevância, garantindo um ambiente protegido e estável para delegações, autoridades e participantes de todo o mundo.
Texto: Ten Bessa
Fotos: Agência Marajoara









