Zona Azul e infraestruturas estratégicas recebem reforço de segurança durante a COP 30.

A Força Componente (F Cte) Marabá integrou o Comando Operacional Conjunto Marajoara para garantir a segurança de infraestruturas críticas durante a COP 30. Foram mais de 1.200 militares em pontos essenciais, como hidrelétricas, subestações de energia e estações de tratamento de água, localizadas em Belém, Altamira e Tucuruí. Outra área de atuação da Força, formada pela 23ª Brigada de Selva para Garantia da Lei e da Ordem (GLO), foi o entorno da Zona Azul, espaço oficial de negociações do evento internacional realizado na capital paraense, onde contribuiu com as ações de segurança.

A F Cte Marabá proporcionou a proteção de sete infraestruturas críticas, que são sistemas, serviços e instalações essenciais para a sociedade e que, se danificadas, resultariam em impactos sociais, econômicos e ambientais. “Uma de nossas missões é realizar a proteção dessas infraestruturas, que são importantes tanto para a cidade quanto para a realização do evento. Temos também tropas empregadas na região do Parque da Cidade, complementando as ações de segurança e, dessa forma, contribuindo para a manutenção de um ambiente seguro e estável para a realização da COP 30”, reforçou o General de Brigada Enio.

Com a evolução da Operação Marajoara, no período de 12 a 21 de novembro, os militares da F Cte Marabá receberam a atribuição de reforçar o efetivo de segurança da Zona Azul. Na área foi montado um Posto de Comando Tático, estrutura que permitiu ao Comandante o acompanhamento dos acontecimentos nos locais com tropas posicionadas.

Nas ações foram utilizadas quatro viaturas blindadas, empregadas no transporte de pessoal, agregando proteção, segurança e mobilidade à tropa. “O emprego dessa viatura tem um caráter dissuasório, reforçando a segurança das posições onde estão sendo empregadas”, detalhou o General Enio.

Infraestruturas protegidas

Nas infraestruturas essenciais, o trabalho iniciou durante a Cúpula dos Líderes e seguiu até o final da conferência. Na Estação Elevatória de Água Bruta do Guamá, a tropa atuou com sentinelas no controle de entradas e saídas e, ainda, com uma equipe de patrulha com viaturas para assegurar mobilidade dos militares. Já na Estação de Tratamento de Água de Bolonha (ETA), que transforma a água bruta do rio Guamá em água potável para abastecer a Região Metropolitana de Belém, a presença da tropa representou tranquilidade. “É uma estrutura importante porque é responsável por fazer o tratamento da água captada na Estação Elevatória de Água Bruta para, depois, distribuí-la para Belém. Por isso, é considerada essencial para a cidade e para a COP 30”, detalhou o Major Souza Abreu.

Outras estruturas protegidas pela F Cte Marabá durante a operação do Comando Marajoara foram o Centro de Operações Integradas da Companhia de Saneamento do Pará, localizado em frente ao Mercado de São Brás, em Belém. A segurança também foi realizada na Subestação de Energia do Guamá, na Subestação de Energia Grão-Pará, nas Usinas Hidrelétricas de Tucuruí e Belo Monte.

Logística da Força

Para o cumprimento da missão, foram necessárias ainda estruturas logísticas para suporte às tropas, com o fornecimento de suprimentos, água, comida, combustível, munição, material para manutenção de viaturas e armamento, além de material de engenharia e equipamentos. “O 23º Batalhão Logístico de Selva teve como missão na COP 30 prestar apoio logístico às Organizações Militares da Força Componente Marabá nas funções logísticas de suprimento, manutenção, salvamento, saúde e transporte. Aqui estamos apoiando com a nossa Cisterna Transporte de Água, a viatura oficina e a viatura de socorro leve e guincho”, explicou a 2º Tenente Letícia Teixeira.

No que se refere à Logística de Saúde, os militares médicos, dentistas e técnicos de enfermagem, responsáveis por esse suporte às tropas, também ampliaram a sua participação na Operação, apoiando a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, com a realização da Ação Cívico-Social (ACISO) nos bairros Terra Firme e Telégrafo, com cerca de 240 atendimentos à comunidade.

Texto: Asp Priscila Sousa

Fotos: Agência Marajoara

COMANDO OPERACIONAL CONJUNTO MARAJOARA 2025