Capacidade logística e força de prontidão: o papel do Exército Brasileiro na segurança da COP 30
Com ampla expertise terrestre e reconhecida capacidade logística, o Exército Brasileiro desempenhará papel fundamental nas ações de segurança e defesa durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorrerá em Belém (PA). A Força Terrestre atuará no deslocamento de autoridades, na liberação das vias de acesso e na proteção de áreas estratégicas, assegurando a ordem pública e o pleno andamento do evento. Tropas estarão de prontidão nos principais pontos da cidade, em apoio aos demais órgãos de segurança pública, com ações preventivas e de pronta resposta voltadas à proteção das delegações, das autoridades e da população.
Também serão empregadas tropas na defesa de infraestruturas críticas, como as usinas hidrelétricas de Belo Monte e Tucuruí, além de pontos estratégicos da capital paraense.
No contexto da Operação Marajoara, o Exército concentrará esforços em diversas áreas de atuação, como:
Monitoramento de Redes de Defesa Nacional
A Defesa Cibernética, uma das capacidades estratégicas do Exército Brasileiro, será empregada com o objetivo de proteger as infraestruturas críticas de tecnologia da informação do Comando Operacional Conjunto Marajoara. A atuação visa prevenir, detectar e neutralizar possíveis ataques cibernéticos que possam comprometer a segurança do evento.
Prevenção e Defesa DQBRN
A Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) representa uma das mais avançadas capacidades tecnológicas da Força Terrestre. Militares especializados e equipamentos de ponta serão empregados na COP 30, garantindo a proteção da tropa e da população contra ameaças dessa natureza.
Defesa Antiaérea e Antidrone
O Exército Brasileiro dará suporte na defesa do espaço aéreo de baixa altura e na neutralização de ameaças provenientes de aeronaves remotamente pilotadas. A Força contribuirá com o Centro Integrado de Controle de Aeronaves Remotamente Pilotadas e Contramedidas da Polícia Federal, empregando sistemas modernos de detecção, bloqueio e neutralização de drones.
Escoltas e Segurança de Autoridades
As equipes de batedores do Exército Brasileiro integram a Central de Escoltas, responsável por garantir a segurança e a fluidez dos deslocamentos de autoridades e delegações. Em preparação para o evento, foi realizado o Estágio de Segurança e Proteção de Autoridades, que capacitou militares e agentes em defesa pessoal, tiro tático, direção evasiva e salvamento aquático — assegurando alto nível de prontidão e eficiência na proteção de personalidades.
Forças Especiais e Contraterrorismo
Atentas aos detalhes, as Forças Especiais atuam no planejamento, na vigilância inteligente, na reação a ameaças assimétricas e na coordenação com agências de inteligência, garantindo que o ambiente permaneça seguro para os delegados, as atividades da conferência e a população.
Destacamento de Aviação
Com a instalação de um aeródromo de campanha no 2º Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS), o Destacamento de Aviação do Exército recebeu três aeronaves e 72 militares preparados para ampliar o poder de combate do Comando Conjunto Marajoara. As missões incluem evacuação aeromédica, transporte de tropa e apoio logístico em geral. Atua em apoio um pelotão SAR (Busca e Salvamento).
Guerra Eletrônica
O 2º Batalhão de Comunicações e Guerra Eletrônica de Selva será responsável por realizar ações de interceptação, monitoramento e proteção das comunicações estratégicas, contribuindo para a defesa cibernética e a neutralização de possíveis ameaças eletrônicas. A unidade atuará na garantia da comunicação segura e ininterrupta entre os diversos órgãos envolvidos na operação, especialmente em ambiente de selva, assegurando a eficiência do comando e controle durante todo o evento.
Para o êxito da Operação Marajoara, as capacidades do Exército Brasileiro serão empregadas por meio de componentes especializados, cada um com atribuições específicas e complementares. Entre as principais forças, destaca-se a Força Componente Foz do Amazonas, responsável pela vigilância, pelo patrulhamento ostensivo e pela segurança do perímetro externo do Parque da Cidade, além da coordenação das ações de segurança da área, garantindo a manutenção da ordem e a normalidade das operações. Já a Força Componente Marabá atuará na proteção de infraestruturas críticas e essenciais em sua área de responsabilidade, em apoio direto aos objetivos estratégicos da Força Conjunta.
